PROJETOS

 

FLORA E VEGETAÇÃO DOS INSELBERGS DO MUNICÍPIO DE PATOS, MESORREGIÃO DO SERTÃO DA PARAÍBA

Inselbergs são afloramentos rochosos Pré Cambrianos ocorrendo sob a forma de montanhas solitárias ou em grupos (Jatobá & Lins, 2003), resultantes da erosão de antigos maciços montanhosos mais extensos que resistiram aos processos desnudacionais (Kesel, 1993). São responsáveis pelas superfícies aplanadas dos sertões, ao fim do Terciário e início do Quartenário (Ab Saber, 1969). Podem ser encontrados desde as regiões tropicais a temperadas (Seine et al. 2000), sendo no entanto, mais frequentes em climas com estação seca. No Brasil podem ser encontrados no domínio tropical atlântico (Safford & Martinelli, 2000) e na região do semi-árido (Ab Saber, 2003). Para Giulietti et al. (2009) um maior conhecimento da flora fanerogâmica no país será possível com coletas intensivas, especialmente em áreas de difícil acesso, como regiões montanhosas e ambientes com sazonalidade marcada como as caatingas. De acordo com Porembski et al. (1998, 2000) a maior porcentagem de espécies raras e endêmicas do Brasil está em áreas de inselbergs. Esse dado é apoioado também por Giulietti et al. (2009). Na região Sudeste, pesquisas em inselbegs foram desenvolvidas por Safford & Martinelli (2000) e Oliveira et al. (2004). No Nordeste importantes contribuições para o conhecimento da flora e estrutura dessas formações foram dadas por França et al. (1997, 2005, 2006), Carneiro-Torres et al. (2002), Almeida (2004), Pitrez (2006), Porto et al. (2008) e, mais recentemente, por Gomes & Alves (2009). O município de Patos, situado no Bioma Caatinga, região da Depressão sertaneja e Mesorregião do Sertão Paraibano, é particularmente rico em inselbergs (Carvalho et al., 2002; Ab Saber, 2003), sem que nenhum estudo tenha ainda sido desenvolvido nos mesmos. O projeto Flora da Paraíba, em andamento desde 1997, avançou em estudos realizados principalmente nas mesorregiões da Mata e Agreste do Estado; estando o sertão da Paraíba com sua flora ainda por ser inventariada. Nesse con. 

Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. 
Alunos envolvidos: Graduação ( 5) . 
Integrantes: Marccus Alves - Integrante / José Iranildo Miranda de Melo - Integrante / POLYHANNA Gomes - Integrante / Jair Moises de Sousa - Integrante / David Oliveira - Integrante / Danilo Sousa - Integrante / Cleide Regina Major Torres - Integrante / Mayara Kicia Rufino Gomes - Integrante / Paulo Augusto Binder Dangelis - Integrante / Maria de Fatima de Araujo Lucena - Coordenador.
Financiador(es): Fundação Grupo o Boticário de Proteção à Natureza

 

FLORA DO ESTRATO HERBÁCEO DA RPPN FAZENDA TAMANDUÁ, MUNICÍPIO DE SANTA TEREZINHA PARAÍBA

A taxonomia de muitos grupos de caatinga é ainda incipiente, especialmente àqueles representantes do estrato herbáceo. Parte desse problema, na opinião de Queiroz (2006) se deve ao fato de que, apenas recentemente, tem havido ações de formação de taxonomistas de modo mais sistematizado no Nordeste, o que resultou em um melhor conhecimento da flora e na descrição de novas espécies de diferentes famílias. Ainda de acordo com este autor, outro fator que tem dificultado o avanço dos estudos taxonômicos no Nordeste é o pequeno número de inventários, quando comparado a outros biomas brasileiros. Isso se agrava quando se constata que, em vez de apresentar uma distribuição homogênea da biota, a caatinga mostra um elevado grau de heterogeneidade, com alguns centros de endemismos. A carência de conhecimento sobre a flora do bioma caatinga reflete-se no elevado número de áreas classificas por Neta (2004), como insuficientemente conhecidas. Um exemplo dessas áreas é o sertão paraibano onde estão inseridas as cidades de Patos e Santa Terezinha consideradas por Silva et al, (2004), áreas de alta importância biológica e prioritárias para conservação da biodiversidade da caatinga. O histórico de levantamentos florísticos e/ou fitossociológicos realizados no bioma revela que, a maioria concentra-se principalmente no componente arbóreo-arbustivo. Apesar da importância das plantas herbáceas, pouco se sabe sobre esse componente na vegetação de caatinga (ANDRADE, 2009; SANTOS, 2010). Para o bioma existem atualmente 16 unidades de conservação federais e 07 estaduais que protegem formações da caatinga e/ ou ambientes de transição entre esse e outros biomas. (The nature conservancy do Brasil). Esse número representa um percentual de 0,002% de áreas protegidas (http://comitecaatingape.blogspot.com/). Segundo a SUDEMA (2004), no Estado da Paraíba oito Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), estão consolidadas e são consideradas por Araújo (2000), essenciais na preservação da. 
Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. 
Alunos envolvidos: Graduação ( 1) . 
Integrantes: Danielly da Silva Lucena - Integrante / Maria de Fatima de Araujo Lucena - Coordenador.
Financiador(es): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico