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CADERNETA DE CAMPO

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MODELO ETIQUETAS

Modelo etiquetas.docx (162 B)

 

 

 

 Universidade Federal de Campina Grande-PB.
Centro de Saúde e Tecnologia Rural-Unidade Acadêmica de Engenharia Florestal HERBARIO

Av. dos Universitários, s/n, Jatobá, Patos - PB. CEP: 58700-970

 

REGIMENTO INTERNO DO HERBÁRIO DO CENTRO DE SAÚDE E TENOLOGIA RURAL Campus de Patos

Art. 1 - O Herbário do Centro de Saúde e Tecnologia Rural (CSTR)-Unidade Acadêmica de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Campina Grande- será regido por este Regimento Interno e terá seu registro oficial no Ministério da Agricultura - PB, como fiel depositário de coleção botânica, com sigla própria, escolhida pelo corpo docente que compõe a referida unidade, após cumprir devidamente as exigências legais para esse fim.

Art. 2 - O Herbário do CSTR tem como objetivo a manutenção de coleções de plantas a fim de:

  1. Documentar a flora do sertão paraibano; abrigando também plantas provenientes de outras regiões do Brasil coletadas por pesquisadores locais e/ou recebidas por doação.
  2. Servir de base para a identificação de plantas.
  3. Proporcionar material para trabalhos científicos.
  4. Documentar trabalhos científicos.
  5. Oferecer apoio didático às disciplinas de âmbito vegetal ou afim, de todas as Unidades Acadêmicas do CSTR


CAPÍTULO II

Da Curadoria e eleições

   Art. 3 - O Herbário CSTR será coordenado por um Curador Geral e um Vice-Curador.

   Art. 4 - Serão feitas eleições pelo colegiado da Unidade Acadêmica de Engenharia Florestal, para Curador Geral e Vice-curador.

   Art. 5 - O Curador Geral e o Vice-curador terão um mandato de dois anos, sendo permitida a reeleição para o único  período imediatamente subseqüente.

   Art. 6 - No caso de renúncia, impedimento ou afastamento, por um período superior a seis meses, do ocupante de qualquer um dos cargos, este deverá ser preenchido através de eleição.


CAPÍTULO III

Das atribuições

   Art. 7 - O Curador Geral e o Vice-curador são representantes legais do Herbário perante a Unidade Acadêmica de Engenharia Florestal, do Centro de Saúde e Tecnologia Rural, da Universidade Federal de Campina Grande e outras instituições nacionaise   estrangeiras.

   Art. 8 - São atribuições da Curadoria:

  1. Fazer cumprir as normas de utilização do Herbário aprovadas em reunião de Departamento.
  2. Elaborar e alterar as normas de utilização do Herbário, submetendo-as ao Plenário do Departamento.
  3. Encaminhar as solicitações de auxílio, financiamento, captação de recursos e questões administrativas.
  4. Receber e responder a correspondência geral do Herbário.
  5. Autorizar empréstimos de material botânico do Herbário.
  6. Receber e encaminhar empréstimos de material botânico de outras Instituições.
  7. Providenciar a devolução de material emprestado aos docentes e discentes do das Unidades Acadêmicas do CSTR à Instituição de origem.
  8. Supervisionar e orientar o trabalho de funcionários, estagiários e bolsistas que atuem no Herbário.
  9. Comunicar à Chefia do Departamento os problemas, irregularidades e outros fatos importantes relacionados com o Herbário.

CAPÍTULO IV

Da coleção

 

Art. 9. Todo e qualquer material depositado no Herbário é importante.

Art. 10. O acervo possui as seguintes grandes divisões:

I. - Material herborizado

            1. Dicotiledôneas

            2. Monocotiledôneas

            3. Pteridófitas (Monilófitas e Licófitas)

            4. Briófitas

            5. Gimnospermas

            6. Tipos Nomenclaturais

Art. 11. O material encontra-se ordenado de acordo com o sistema de classificação das angiospermas APG 2009. A coleção de Criptógamas obedece a organização por ordem alfabética de famílias, gêneros e espécies.

Art. 12. Todo gênero, mesmo que possua somente um material, possuirá uma capa.

            § 1. Conforme a quantidade de material existente para cada gênero,  capas diversas poderão ser confeccionadas, bem como capas por espécies.

 

Da consulta da coleção

 

Art. 13. A consulta da coleção é aberta a qualquer pessoa, desde que previamente identificada, sendo aconselhável o prévio agendamento da consulta/visita.

CAPÍTULO V

Do manuseio do material

 

Art. 14. O material, para ser estudado, deverá ser levado à bancada e, após o estudo, devolvido ao seu lugar novamente.

Art. 15. As exsicatas não deverão, em hipótese alguma, ser colocadas com a face, com o material montado, virada para baixo.

Art. 16. Toda identificação realizada deverá ser anotada em fichas de identificação/determinação próprias, datadas, e coladas acima da etiqueta da exsicata.

            § 1. Somente deverá ser colada a margem da etiqueta próxima da margem direita do material.

            § 2. Caso já exista uma ficha de identificação, a nova identificação deverá ser colada acima desta.

            § 3. Em casos que o material não possibilite a fixação da etiqueta em seu lugar habitual, a etiqueta poderá ser colada em outro lugar. Em caso se duvida consultar o funcionário do herbário.

            § 4. Em caso de nova identificação feita por especialistas o mesmo deverá ser deixado em cima da bancada com um aviso, para que as identificações possam ser adicionadas ao banco de dados.

Art. 17. Quando a identificação do material acarretar a necessidade de que sejam feitas capas novas por se tratar de um gênero ou família ainda não existente no herbário, o material identificado deverá ser deixado em cima da bancada com um bilhete esclarecendo o que deverá ser providenciado.

Art. 18. Nenhum material poderá entrar na sala das coleções sem antes ter passado no freezer por quatro dias. Caso seja necessário o exame do material em algum dos laboratórios do Centro, este deverá ser colocado no freezer durante quatro dias antes de voltar à coleção.

            § 5. Caso o pesquisador necessite entrar no acervo do herbário com seu material para identificação por comparação, deverá enviar o material ao curador ou outro funcionário do Herbário com antecedência, para que possa ser passado no freezer por um período de quatro dias.

Art. 19. Não e permitida a condução de material botânico fresco a sala da coleção (acervo principal).

CAPÍTULO VI

Do empréstimo de material

 

Art. 11. Por não dispor ainda de um acervo considerado robusto em numero de plantas, nem registro oficial de sua coleção junto ao Ministério da Agricultura como fiel depositário não será permitido nenhum empréstimo de material a nenhuma pessoa que assim o desejar. Assim, todo e qualquer pedido de empréstimo de material a outro herbário deverá ser feito através da Curadoria do Herbário.

            § 1. É proibida a entrada no Herbário de material emprestado por outra instituição que não tenha sido solicitado pela Curadoria do Herbário. Quem o fizer por conta própria, deverá guardar o material em sua própria sala e responsabilizar-se-á totalmente por ele.

Art. 12. Serão permitidas solicitações de empréstimo de material botânico para outros herbários somente para trabalhos de revisão taxonômica por pesquisador (aluno de pós-graduação).

            § 1. Somente quando o material referido no caput deste artigo for devolvido é que nova solicitação poderá ser feita pelo mesmo pesquisador.

Art. 13. As solicitações deverão ser encaminhadas por escrito, a curadoria do Herbário.

            § 1. Solicitações feitas por alunos de pós-graduação e estagiários deverão conter, também, a ciência do orientador. No caso de bolsista de Pós-Doutorado, deverá conter a ciência do supervisor.

Art. 14. O material recebido ficará depositado temporariamente na Sala de Preparação. Fica a cargo de cada pesquisador conferir o material que receber por empréstimo, datando, assinando e devolvendo uma das vias da guia de remessa para a curadoria.

            § 1. Somente após o material ser conferido é que o pesquisador poderá retirar o material recebido da Sala de Preparação.

Art. 15. Não será permitida a mudança para outra Instituição de material botânico que foi solicitado como empréstimo pelo Herbário. Se houver necessidade desta mudança, o interessado deverá solicitar à Curadoria do Herbário que seja feita a consulta ao Herbário de origem sobre a possibilidade de ser realizada esta transferência. Somente após a anuência do herbário de origem é que poderá ser realizada a transferência e, nestes casos, o Herbário do CSTR deixará de se responsabilizar pelo material, passando a responsabilidade totalmente para o Herbário ao qual está sendo transferido o material.

 

Do armazenamento do material em estudo

 

Art. 16. Todo o material em estudo pelos pesquisadores, que possuam seus projetos particulares de monografias, dissertações de mestrado ou teses de doutorado, tanto do Herbário do CSTR como proveniente de outros Herbários, deverá ficar cuidadosamente conservado.

            § 1. Para armazenamento do material em estudo, o Herbário no momento, não dispõe de sala, nem armários destinados para esta função.

            § 2. Todo pesquisador devera então possuir em seu local próprio de pesquisa um ou mais armários para armazenamento de suas plantas adequadamente, com nível de organização e manutenção, ate o momento de sua liberação final para tombamento no acervo do herbário (finalização de seu projeto).

            §. 3. O uso destes armários segue normas próprias de cada laboratório e professor orientador, sendo independentes do herbário.

 

             §. 4. Só serão aceitas amostras botânicas para tombamento em bom estado de coleta

Da devolução do material emprestado

 

Art. 17. Todo o material recebido como empréstimo deverá receber uma nova etiqueta de identificação, datada, mesmo que seja igual à identificação anterior.

Art. 18. O material a ser devolvido deverá ser separado por herbário e conferido com a guia de remessa correspondente ao material.

 

Do tombamento de material na coleção do Herbário

Art.19. Amostras férteis (com flor e/ou fruto) são priorizadas; exceção para algum exemplar considerado raro. São consideradas raras aquelas espécies com baixa ocorrência nos acervos  locais, coletas restritas a poucas localidades, ou ainda, coletas antigas.

Art. 20. O material antes do tombamento deve ser submetido ao choque térmico por tempo a ser determinado pelo Herbário, de acordo com a necessidade do material. Amostras com fungos são rejeitadas.

Art. 21. O material deve conter no ato da entrega, ficha digitada, com os dados de campo referentes à(s) amostra(s). As duplicatas, devem também apresentar suas fichas pertinentes, de acordo com o numero de amostras apresentadas (ex.: 1 unicata + 3 duplicatas. Total de fichas= 4).

Art. 22. O registro e feito por ordem de chegada ao Herbário, priorizando-se os trabalhos de monografia, dissertação e tese. Os alunos e/ou orientadores, devem apresentar o material para registro, no mínimo 60 (sessenta) dias úteis antes da defesa da monografia, dissertação ou tese.

Art. 23. Nenhum numero de registro e emitido previamente sem a apresentação efetiva do material completo (amostra+ficha digitada com as informações de campo).

Art. 24. Amostras já tombadas não são autorizadas saírem para as salas de aulas teóricas e/ou práticas, evitando-se com essa iniciativa, a exposição desnecessária do material em ambientes não fumigados.

Art. 25. Nenhum material deve ser destacado da amostra tombada. Ela é única.

 

Do material de aulas praticas

Art. 26. E recomendado ao docente e/ou monitor selecionar um grupo de exsicatas com os grupos taxonômicos desejados para suas aulas. Esse conjunto de amostras poderá ser guardado fora do acervo principal recebendo os cuidados básicos de manutenção e manuseio.

Art. 27. As visitas com alunos ao acervo do Herbário deverão ser comunicadas com dois dias de antecedência pelo docente e/ou monitor da disciplina. Caso o professor deseje apresentar aos algum grupo taxonômico especifico que não conste em seu Kit especifico (ex: samambaias, Orchidaceae, Bromeliaceae, Cactaceae), também deve ser comunicado com antecedência ao técnico do Herbário para que este selecione algumas exsicatas destes grupos, para serem expostas nas bancadas dentro das instalações do Herbário.

 

Do empréstimo de prensas, cordões, podões e placas de alumínio

Art. 28. O empréstimo desses materiais fica restrito as atividades de alunos, docentes e técnicos.

 

 

Da publicação de artigos científicos

 

Art. 29. Toda publicação que utilizar o material do Herbário deverá fazer referência explícita ao mesmo.

Das disposições gerais

   Art. 30 - Os casos omissos ou dúbios quanto à execução deste Regimento deverão ser discutidos e solucionados em Reunião Plenária do Colegiado da Unidade Acadêmica de Engenharia Florestal.

   Art. 31 - Este Regimento entrará em vigor na data em que for aprovado em Reunião Plenária do Colegiado da referida Unidade Acadêmica.